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Olhar o Horizonte...

Olhar o Horizonte...

População descontente com tanta greve

Dezembro 19, 2018

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Hoje fui fazer análises ao Hospital Distrital. Estas deveriam ter sido realizadas entre as 10:00 e as 10:30, uma vez que eu sou uma doente prioritária, por ter uma doença oncológica. No entanto, apesar de eu ter chegado a horas, fui atendida já perto das 12:00 horas!

Durante esta imensa espera, ouvi as reclamações de algumas pessoas que também já se encontravam há muito tempo à espera. Uma senhora afirmava que os funcionários públicos, nomeadamente professores e enfermeiros não têm consideração nenhuma pelos cidadãos que trabalham no privado, pois sem estes, eles não são nada. A senhora disse que o "Zé Povinho" (trabalhadores do privado) não pode fazer greve, tem de se sujeitar ao aumento de impostos, com ordenados cada vez mais baixos, com reformas que mal dão para sobreviver, e nada pode fazer! Disse também que os funcionários públicos ganham bem, e que se quiserem reivindicar os seus direitos então que o façam de forma a não prejudicar o "Zé Povinho"; que arranjem outras formas de protesto.

Com o devido respeito, acho que todos nós que trabalhamos no privado, entendemos um pouco esta senhora. Não querendo com isto descurar dos direitos dos funcionários públicos. No entanto, tenho de concordar, que têm de arranjar outras formas de luta, pois senão quem se vai virar contra eles é toda uma população que trabalha no privado! Aliás, a senhora em causa disse para imaginarmos o que seria se nós não recorressemos aos hospitais públicos, o que que eles iriam fazer! ?

 

Depois, houve uma situação que me partiu o coração. Um senhor que estava numa cadeira de rodas, sozinho, tinha ainda a senha de atendimento na mão. Quem reparou neste pormenor foi uma senhora que se encontrava junto deste, e questionou se se encontrava sozinho, ao que este respondeu que o filho tinha ido estacionar o carro e que deveria estar a chegar. A senhora questionou há quanto tempo ele já ali se encontrava, ao que este respondeu há mais de uma hora! Entretanto esta pergunta o seu nome, e de seguida dirigi-se ao atendimento para saber se o filho tinha entregue o documento que permitiria o pai fazer análises, e constatou que não, tendo-lhe solicitado o documento, e ela mesmo fez o seu registo. Depois entretanto fui chamada, e já não vi se de facto o filho o despejou ali.

Partiu-me o coração ver aquela situação. Se assim foi, que raio de filho é aquele que despeja ali o pai numa cadeira de rodas, que tem dificuldade em articular as palavras, e nem a documentação entrega para que possa realizar as análises! Despejou-o ali e foi-se embora, deixando-o sozinho! Que raio de filho é este!

Que raio de pessoas são estas que têm este género de atitudes!? Não consigo entender!

 

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